quinta-feira, 3 de novembro de 2011


De todo jeito
os olhares denunciavam.
De toda verdade
um por cento confirmava.

A outra se oferecia e ela entregava...
A outra buscava e o mistério conseguia...

O presente era outro...
Da outra o quisto...
Dela ficou a miséria...
E dele o cinismo.


Clareanna V. Santana, 03 de novembro de 2011.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Quatro Amores

O porta-retratos
muda, às vezes, de figura.
Mostra o que está guardado aqui dentro.
Nos olhos as lembranças amargam
saudades que o orgulho não permite.

No porta-retratos,
no retrato desfocado,
os rostos que dói
o peito...

A soma deles é três,
porém, em verdade,
são quatro:
Quatro amores
desfocados.

O quarto não se vê, mas está lá
autografado.



Clareanna V. Santana, 01 de novembro de 2011.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

...


Eram tantas palavras:
“Levando”,
“Passando”,
“Dando” ali na esquina...
Palavras que passavam despercebidas...

Mas não para os gênios da sorte,
que por trás se fazem Jegues!

Para eles as palavras não calavam...
Cada uma falava um tanto...
– E falo neles!

Eram tantos sentidos
Que amedrontava...
Nem o novo saía
da reta:
– Quer um vinho?
– tinto?
– não...
Seu cu.




Clareanna V. Santana, 22 de agosto de 2011.