sexta-feira, 21 de novembro de 2008

In-certeza...

Talvez nem seja tão ruim assim
seguir o caminho que quer seguir.

Tomara que o tombo mal dado
do alto do tamanco guardado
faça-me acordar pra vida.

Talvez nem seja tão diferente assim...
Nem tão sacrifício assim...

Essa minha incerteza infeliz me faz sofrer
mais nas palavras e nas lágrimas
do que no viver...

Na minha carne negra pálida
falta o fôlego sublime do destino,
que tão desmentido se fez
e tão precavido se perdeu.

Eu no meu sonho infiel...
Eu no meu conto ideal...
Eu nos meus passos calados,
segredos gritados,
me entregaram pro corredor
da incerteza:

A morte.
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Clareanna V. Santana, 30 de outubro de 2008.

“Todo PONTO de vista é a VISTA de um DETERMINADO ponto!"