quarta-feira, 25 de novembro de 2009

[...]

Free
Mente
A dor
Que
Eu senti
Para
In
Tro
Espectador
Do
Meu
Ser


Clareanna V. Santana, Nov. 2009
@Clareamente

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

In-produtividade.

Produtividade intelectual!
Sede, coisa,
fogo, dor.

Cega-mente a
vista.
Cega o modo
insano à mente.

Não produzo nada
intelectualmente.
Internizo
besteiras,
conflitos,
delitos/ Discursos.

Não enxergo
Clare-a-mente.
Sozinha trafego.
Na cama
eu deito
e tolero.




Clareanna V. Santana, 15 de novembro de 2009.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O gole

O gole que se fez
pouco,
que se fez grande
na sede.

O gole olhando a rede,
o escuro.
O gole que brinda
a vida – você –
jamais esquecida.

O gole quente
pra aquecer a noite,
a solidão e o carinho.
O gole que se fez
Vazio.


Clareanna V. Santana, 20 de novembro de 2009.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Febre Latente

A fúria emanada
da gota,
dos poros,
do puro sangue
que trafega e transporta
conflitos.

A mente transplantada
de energia...
A simbologia da alma
que cala,
que cede...

Eis a saga
do desejo inerte
que friccionava
a pele,
a carne lânguida.

Olha o ser sombrio,
o anjo caído
que sai do ventre virgem.

Tente compreender
cada palavra dessa
febre latente
enquanto eu, incomunicavelmente,
espero passar.


Clareanna V. Santana, 15 de novembro de 2009.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

((Segredo))

Produzir
a rotina que transcreve segredos.
Refazer
os passos, os desejos.
Transcorrer
paisagem bulímica.
Reduzir
à mensagem onírica.



Clareanna V. Santana

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A-Ve(r)s-Só

Os olhos que abrigam
o amante amado,
perguntaram:

Por que está tão avesso,
travesso?
De mau jeito...

Por que está calado,
amado?
Todo melado...

Então me fita,
Pinta, tange,
esfrega.

Me sufoca excitado,
pois nada passado
soou interpretado.


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Clareanna V. Santana, 14 de abril de 2009.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Insônia

Não sei o que se passa,
Não sei o que me passa...
Talvez sozinha eu faça
uns versos na solidão.

No mundo do quarto,
no escuro,
nulo.
Quarto mudo
onde me desfaço.
Desfalco.

Talvez no colo
eu choro,
eu morro, renasço...
E gozo
no colo,
no membro.

Cedo não durmo.
No escuro eu espero.
E espero o dia raiar...
Raiar o sol de meio-dia.



Clareanna V. Santana, 07 de abril de 2009.
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“Foram as águas de março fechando o verão...”.
TOM JOBIM
Serei seu quarto,
serei seu mundo,
seu santuário.

Clareanna V. Santana, 07 de março de 2009.

segunda-feira, 2 de março de 2009

CARTAS

Ela foi toda aberta...
Cada carta, toda exposta.

O choro todo contido
na procura da resposta.

O medo todo aflorado
em cada veia alterada.

A novidade fantasiosa,
e ela toda alvoroçada.

O sopro todo soprado
na angústia anedota.

O desespero reprimido
com a felicidade imposta.

O destino sendo lido:
Eis aí a bosta!


Clareanna Viveiros Santana, 2008

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Morrendo no divã.

Abri as cortinas
e não gostei do que vi.
Depois de tanto tempo
não me reconheci.

Queria mudar.
Sem magoar.
Magoando pouca gente
passarei a concertar.

Abri as cortinas
e minha mascara caiu.
Mostrei minha face
e não gostei do que surgiu.

Tanto tempo achando vítima
que me tornei vilã.
Tanto tempo argumentando
e morri no divã.

Abri as cortinas
e descobri o monstro que tornei.
Vou terminar o show
mutilando esse monstro.

Porque abri as cortinas
e não gostei do que vi.
Depois de tanto tempo
não me reconheci.


Clareanna V. Santana, 25 de fevereiro de 2009.

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"E o mundo todo se perdeu..."

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Pelas minhas mãos.

Pois,
Eu
Sei
Meu (s) limites.......................................
.................................................
..........................................
.....................................
............................
...............
.......
..
.



Clareanna V. Santana, 07 de fevereiro, 2009.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ela passa, ele falha

E assim ela passa
enquanto caminha pelas ruas
passando pelos homens
em transe.
Sente no senso
enquanto ele bate,
noutro remate.

E assim ela me passa,
me olha,
transborda hormônios.
Noutro, enquanto passa
nem vê,
não enxerga
tudo que vê.

Enquanto num, ele bate,
noutro aponta.
E vivendo passando,
olhando,
esperando...

Enquanto num, ele bate,
noutro falha,
falha,
falha!
Falta-me à boca
a palavra,
o gesto.

E assim ela passa
sentindo o caos,
os murmúrios,
os mal-quereres.

De mudo?
o muro.
Me passa,
olha,
penetra,
vai-se embora.

E assim ela passa
enquanto num, ele bate,
noutro ele falha...

E me falta fôlego.
E me falta calma.

Clareanna V. Santana, 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Por mim.

Talvez não entendam o que eu quero...
É como se fosse uma dívida que tenho que pagar.

Quero muito mais que isso,
quero isso por mim mesma,
pela minha dor,
pelas minhas mãos.

Talvez só um cantinho,
uma cicatriz...
Quero ferir agora
com meu esforço,
com meu tempo.

Quero feito por mim,
pelos meus pulsos,
pelo meu colo.

Quero mais que uma visão turva,
quero o nevoeiro,
me perdendo por inteiro,
caminhando,
conhecendo.

Quero dito por mim
com meus erros,
meus enganos.

Quero mais que um beijo molhado,
quero a verdade,
amizade...
Quero a paz, amor e liberdade!

Quero acordada
com a voz machucada,
com pensamentos loucos,
movimentos soltos.

Quero feito por mim,
por minhas mãos,
meu sangue,
meu esforço,
meu engano,
minha dor.


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Clareanna V. Santana, 26 de janeiro de 2009.

"É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela".
Friedrich Nietzsche

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A cada passo: você.

A cada canto,
a cada passo,
a cada descompasso
grita na cabeça
o seu silêncio no qual envolvi.

A cada noite,
a cada sonho,
todo dia tristonho
foi lembrando seu rosto risonho
que quase enlouqueci.

Mas seu silêncio me conforta,
minha distância apavora
e me faça viajar?
Veleje no meu ser.

A cada passo:
você.

Clareanna V. Santana, 07 de janeiro de 2009.

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"Meu coração e meus passos
andam em círculos atrás
do seu rastro
meus pés e meu peito
e no meu pulso direito
bate o seu atraso
será que você, meu bem
será que você, não vem?"
(Adriana Calcanhotto)