quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Morrendo no divã.

Abri as cortinas
e não gostei do que vi.
Depois de tanto tempo
não me reconheci.

Queria mudar.
Sem magoar.
Magoando pouca gente
passarei a concertar.

Abri as cortinas
e minha mascara caiu.
Mostrei minha face
e não gostei do que surgiu.

Tanto tempo achando vítima
que me tornei vilã.
Tanto tempo argumentando
e morri no divã.

Abri as cortinas
e descobri o monstro que tornei.
Vou terminar o show
mutilando esse monstro.

Porque abri as cortinas
e não gostei do que vi.
Depois de tanto tempo
não me reconheci.


Clareanna V. Santana, 25 de fevereiro de 2009.

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"E o mundo todo se perdeu..."

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Pelas minhas mãos.

Pois,
Eu
Sei
Meu (s) limites.......................................
.................................................
..........................................
.....................................
............................
...............
.......
..
.



Clareanna V. Santana, 07 de fevereiro, 2009.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ela passa, ele falha

E assim ela passa
enquanto caminha pelas ruas
passando pelos homens
em transe.
Sente no senso
enquanto ele bate,
noutro remate.

E assim ela me passa,
me olha,
transborda hormônios.
Noutro, enquanto passa
nem vê,
não enxerga
tudo que vê.

Enquanto num, ele bate,
noutro aponta.
E vivendo passando,
olhando,
esperando...

Enquanto num, ele bate,
noutro falha,
falha,
falha!
Falta-me à boca
a palavra,
o gesto.

E assim ela passa
sentindo o caos,
os murmúrios,
os mal-quereres.

De mudo?
o muro.
Me passa,
olha,
penetra,
vai-se embora.

E assim ela passa
enquanto num, ele bate,
noutro ele falha...

E me falta fôlego.
E me falta calma.

Clareanna V. Santana, 2009