quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ela passa, ele falha

E assim ela passa
enquanto caminha pelas ruas
passando pelos homens
em transe.
Sente no senso
enquanto ele bate,
noutro remate.

E assim ela me passa,
me olha,
transborda hormônios.
Noutro, enquanto passa
nem vê,
não enxerga
tudo que vê.

Enquanto num, ele bate,
noutro aponta.
E vivendo passando,
olhando,
esperando...

Enquanto num, ele bate,
noutro falha,
falha,
falha!
Falta-me à boca
a palavra,
o gesto.

E assim ela passa
sentindo o caos,
os murmúrios,
os mal-quereres.

De mudo?
o muro.
Me passa,
olha,
penetra,
vai-se embora.

E assim ela passa
enquanto num, ele bate,
noutro ele falha...

E me falta fôlego.
E me falta calma.

Clareanna V. Santana, 2009

Um comentário:

George Ardilles disse...

Ai que agonia!!!!!!!!!!!