segunda-feira, 2 de março de 2009

CARTAS

Ela foi toda aberta...
Cada carta, toda exposta.

O choro todo contido
na procura da resposta.

O medo todo aflorado
em cada veia alterada.

A novidade fantasiosa,
e ela toda alvoroçada.

O sopro todo soprado
na angústia anedota.

O desespero reprimido
com a felicidade imposta.

O destino sendo lido:
Eis aí a bosta!


Clareanna Viveiros Santana, 2008