segunda-feira, 2 de março de 2009

CARTAS

Ela foi toda aberta...
Cada carta, toda exposta.

O choro todo contido
na procura da resposta.

O medo todo aflorado
em cada veia alterada.

A novidade fantasiosa,
e ela toda alvoroçada.

O sopro todo soprado
na angústia anedota.

O desespero reprimido
com a felicidade imposta.

O destino sendo lido:
Eis aí a bosta!


Clareanna Viveiros Santana, 2008

2 comentários:

George Ardilles disse...

Ainda bem que as únicas cartas de que eu gosto são aquelas que não tem previsão de futuro, e ficam guardadas nas caixas dos Correios. No máximo elas nos impulsionam a sentir a emoção da novidade da resposta que no passado ficou.
=)
HUAHAHAHAHAHA
Essa risada é fantasmagórica.

Clareanna V. Santana disse...
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