quinta-feira, 3 de junho de 2010

O toque


A distância de um quarto
não trafegava sentimentos.
Ficavam, eles, guardadinhos
nos desejos e lamentos.

As regras não fixavam relações transparentes.
A transparência da carne,
a nudez ausente
e o sentimento contido
foi traduzido num toque,
num beijo
de repente.




Clareanna V. Santana

2 comentários:

PriX disse...

Que lindo, Clare. Puro sentimento...

Huuummm... não vou dizer disse...

Saiu agora (no tempo do sentimento, sem voltar para revisar) pra você:

Breve Eternidade

Teria vivido bem
Não tivesse conhecido minha tentação
Clarinha de sorriso safado
Anninha de puro tesão
Essa perigosa divindade
A quem me sacrificaria
Para que toda eternidade
Ou apenas um breve dia
Fosse ao seu aconchego
Perto do seu perfume
De manhã a alimentaria
Beberia sua voz como de costume
Como o álcool que me embriaga
Me conectaria ao seu mundo
Deitando nas ondas dos seus cabelos
Navegaria sem rumo
Me renderia em seu colo
E à noite te reverenciaria
Ao menos reconheço
Mesmo forte sucumbiria
E em clara flor morreria.

Nossa, ficou brega, mas ficou verdadeiro.