sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Febre Latente

A fúria emanada
da gota,
dos poros,
do puro sangue
que trafega e transporta
conflitos.

A mente transplantada
de energia...
A simbologia da alma
que cala,
que cede...

Eis a saga
do desejo inerte
que fricciona
a pele,
a carne lânguida.

Olha o ser sombrio,
o anjo caído
que sai do ventre virgem.

Tente compreender
cada palavra dessa
febre latente
enquanto eu, incomunicavelmente,
espero passar.

Clareanna V. Santana, 2009

Um comentário:

Paulo disse...

Epitáfio