sábado, 25 de setembro de 2010

Trago Amargo


Trago ao meu corpo
a versão amarga do meu ego
Misturo impurezas da
perversa modernidade

Inspiro a futilidade
que emana entre os povos
A semente castigada
da peste da beleza

Faço do meu corpo
um ente despedaçado
O meu amor próprio
iluminado
desencantado e
apodrecido

Eis a loucura
implantada na
racionalidade

Eis a bulímica
fatia deste bolo...



Clareanna V. Santana, 24 de setembro de 2010.

Um comentário:

letícia disse...

olá, Clareana! Encontrei você! Vamos manter contato. Foi um prazer conhecê-las. Lembranças a sua mãe. Belas e desconsertantes poesias