terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Convivência e Paz

Cinquenta era o número de cabeça.
As cabeças, cada uma delas na sua.
Sua crença era cada uma delas.
Em cada cabeça, sua crença, era Sua.

Cinquenta eram cada uma de suas ideias.
As ideias eram cada uma violada.
Cada ideia eram ideias avançadas.
Em cada tempo violado.
Em cada tempo avançado.

Cinquenta eram as cores que achavam.
Eram as cores e sabores.
Cada ideia vislumbrada.

Cinquenta eram as raças inventadas.
Humanas raças... raras... nulas,
mas humanas.

Cinquenta eram os sentidos cruzados.
Moídos.
Contrastes.

Cinquenta eram as almas diferenciadas.
Cada símbolo citado,
em cada época polida
da política vida infinda...
Fim da vida política.

Cinquenta eram perguntas sem respostas.
Eram discursos de ego feito.
Eram cinquenta “cinquentados”.
Dessa vida? Quase nada!

Cinquenta era minha paciência.
Paciência feita um humano.
Humano feito o Estado.
Inventado num feito, num gesto
muito bem elaborado.

Da palavra que deu sentido
uma só foi incorporada.
Quase ordem, quase norma...
Numa paz. Palavra paz...
e o “nós” quase incompreendido.



Clareanna V. Santana, 22 de fevereiro de 2011.

Um comentário:

Juliana Nascimento disse...

muito bom,Clare!