sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Luara



Nua
Com a fita embaraçada
Na perna
Ela pensava
No que ainda estava por vir.

Lua
Fitava
Pela janela
Enquanto ela
Procurava
O seu devir.

Sua
Dona viva,
Súbita e bendita
Virava olhos
Por medo
De si.

Ela
Fitava a janela
A Lua e
Entre suas pernas
Entregava-se a ti.

Clareanna V. Santana
@Clareamente

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A Vida



Saudade
quando canta
alto
faz Sentido.

Tem sentido
quando escuta
baixo
e te vê.

É Segredo
quando tem desejo
tem libido…

Tem vontade,
medo, traz coragem
de você.


Clareanna V. Santana
@Clareamente


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Quando o Corpo for Eu



Quando meu coração for asa,
meu corpo será brasa
meu beijo fruta,
meu signo mistura.

Quando meu coração for círculo,
meus olhos lupas,
meu peito cama,
meus dedos rosas.

E enquanto
Ele for músculo…
Serei isso tudo,
Sem verso chulo,
Sem ato certo.

Clareanna V. Santana
@Clareamente

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Entre-Linhas



Entre
Pernas
A libido
Queima.

Entre
Sonhos
O desejo
Inventa.

Entre
Atos
O gozo
Alimenta.

Entre
Nós
A palavra
Dispensa.

Clareanna V. Santana
@Clareamente


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Estatística



A rua
O surto
Os dois
O furto
A mina
O susto


Clareanna V. Santana
@Clareamente


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

(Des)gosto



Às vezes parece
Despeito

Seu jeito
Presente
Do céu

Despeito
Desgosta
Meu gosto

Melhor o abraço
a um toco

Um beijo
Molhado
a o fel.

Clareanna V. Santana
@Clareamente

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Miragem

Talvez
nem as palavras
podem traduzir
sentimentos.

Travestem.
Investem.
Enganam.


Clareanna V. Santana

quarta-feira, 23 de setembro de 2015


Quando a poesia

é suspiro,
Gostosa.

Quando é tosse,
Engasgo.
Quando é segredo,
Recado.

Quando a poesia
faz sentido
Liberta.

Quando não,
confunde...
aperta.




Clareanna V. Santana

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Poesia Enclausurada



A poesia está engatilhada!
É como o gozo 
escondido entre as pernas.
Pronta para sair,
mas não pode.

É dela,
gozo,
gemido:
Em ponto de bala.



Clareanna V. Santana

@Clareamente


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Na Noite

Quando o coração
Se anuncia
E bate ligeiro...
Só poesia
Para acalmar...


Clareanna V. Santana
@Clareamente

sábado, 29 de agosto de 2015

Poesia se sair de mim
é inveja.
Dela
dizem tantas que não saem.
Para quê poesia quando feita
se não sentida?
Leia-se poesia viva.

Quando inveja 
porque é inventada.
Não a senti,
vi
e apenas
li.


Clareanna V. Santana

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Quando a gente vê o infinito





É um sonho
que não tem pressa.
É o dia
que não passa.
É carinho que não
se acaba.
E um imã que
não cessa.



Clareanna V. Santana
@Clareamente

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Desafio



Há de quem me chamar
para uma aventura
Me entreter

de ternura
E nunca mais
ver a Lua e o Sol
sob a luz da lucidez
novamente.


Clareanna V. Santana
@Clareamente

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Lembrança



No fundo
quando as cores
vem à aurora...
É vontade
que me chama.

Saudade
é como pétala
de flor
que em memória
pouca
não falta
Amor.


Clareanna V. Santana
@Clareamente
Para Aurora Flor

domingo, 9 de agosto de 2015

ENTREMOS


Entre nós
almofadas,
Nos nós
cordões.

Fazer amor,
fadas!
Fazer-se
amor,
delas!

Entre nós
as palavras.
Filosofia
achatada,
comprimida.

Entre nós
elas,
suprimida.

Faz-se
nós
desejos
compridos.

Entre nós
Ela.



Clareanna V. Santana

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Mar à Vida



Na vela que leva a vida
o vento que arrasta
vela-se a alma
calma
alcança.

Mar à vista.

O vento que leva a vida
nela tudo passa
passa
desgasta
descansa.

Vela que vela a vida
nem tudo nela gasta
imagem narcisística

Mar cinza

Vela a vida
Vida basta.


Clareanna V. Santana

 

 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A Busca



Ela, que tinta fresca
a vida,
relembra os perigos
da fala.

Ela, que roxo
queima, machuca,
mostra os anseios
da alma.

De tudo que faz sentido
nem tudo me traz água.
Da alma que busca o riso
nem tudo me faz calma.


Clareanna V. Santana, João Pessoa, 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

DA PALAVRA OUVE-SE O MUNDO


Da palavra posta
a cantiga é dada.

Quem entende em palavras
a dor que se cria?

Na palavra dita
a história é contada.

É possível ver o mundo
pela voz da poesia?


Clareanna V. Santana

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Trocadilho


Nada
quando quisto
fora dado.

Tudo
quando dado
falo quisto:

‑ Existo!



Clareanna V. Santana