quinta-feira, 21 de abril de 2016

Covardia


Das palavras 
que me perseguem
Leio-as achando minhas.

Encontro os dedos
tateando a pele
Dentro e fora
a agonia.

Dos meus sonhos
enquanto ia...
Não me reconheço
enquanto vinha...

Face a face
não tem limite
Era isso
que nos unia.

Das palavras
que foram versos
A história
e o destino ria.

Mesmo que fuja
destacando o golpe.
Somos nós
a covardia.



Clareanna V. Santana
@Clareamente

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