terça-feira, 19 de abril de 2016

Do Nada


Eu tenho a poesia
guardada na memória
de ontem.

Dos contos
recitados;
Dos beijos
molhados;
Abraços
apertados;
E sede 
Insaciável.

A poesia do ontem
que guardo
é para as horas
Do Nada.

Eu tenho
a poesia
enclausurada...
Engatilhada!

Guardada
na memória,
no desejo do novo.
E de novo…
E de novo…
Desprogramada.

Clareanna V. Santana

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